sexta-feira, 29 de abril de 2011

IX {romance} [trechos]

Sou tão apaixonado por ti, quisera todos os dias fazer poesias para nosso enlace. A porta está entreaberta e nesta noite vejo-te brilhante com tal intensidade que o sol não se compara a ti. Tentam nos apartar, em vão se esforçam em oporem-se aquilo que nasceu para permanecer um só. Mesmo que o desenfreio dos meus apetites busquem à outra o fazem só até cansarem, mais tarde, fadados e confusos acorrem a tua calçada.

Minha dama, é tão sem sabor a vida humana quando longe um do outro estamos, é tudo tão sem sentido. Sempre que reinas a paz alenta nossos passos. As vozes estranhas me afetam a escuta e fica minha cabeça a imaginar o que acontece quando à minha vista não se dispõem aos meus desejos. Ficam criando a desconfiança, o medo, a traição, a inveja e tudo aquilo que só causa desordem, desordem atrás de desordem, só porque numa ou noutra hora eu me separo o mínimo de ti.

O cheiro das flores são como tu, ou tu como o cheiro das flores, ninguém prende, estão de tal maneira entregues ao ar, que este lhe espalha a fragrância. Assim o mesmo que te espalha também te entrega por não te ter como posse. É isso que quero, ser contigo de tal maneira entregue que ninguém me tome de mim mesmo, para ser lançado de mim mesmo ao anelo do meu ser. Quero minha dama, minha senhora e rainha, me despir de tudo o que não me deixe ser una carne contigo, uno espírito contigo, pois que, una tu no meu corpo e uno eu no teu espírito.

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