Cheguei ao regaço, é bom voltar, melhor que estar fora, todo o que retorna sente o que deixou. Novas coisas com aparência de velhas interrompem meu curso, ponho o meu olhar não querendo deslize, nem equívoco. Medito, sonho, rezo... Talvez a minha amada tenha ficado longe nesse tempo, talvez eu tenha corrido para me esconder de mim mesmo e dela num lugar escuro. Pequeninas estrelas arrastam meus olhos, tão belas, mesmo pequenas, tão fortes, tão frágeis, tão ricas de encantos. Não posso mentir, não para ti amada minha, tu me conheces o pensamento, sabes que meu ser inteiro deseja-te mesmo quando te rejeita. Sim, essa infame contradição causa amargura, te quero e me quero, quando amo-te vejo nisto grande felicidade, quando me amo e busco ser eu fim de mim mesmo toco a desgraça, essa que olhada na sua causa demonstra outra fome. Sim, mesmo quando me busco e assim sou infeliz, busquei-me por querer felicidade. Parece loucura!
Nesse quase deserto escuta-me, ouve-me. Essas estrelas me causam alegria, uma delas mais que as outras, me causa esperança essa frágil brilhante. Ela não cintila como as outras, não está tão distante, não se apaga com a luz da lua, nem vai embora com a luz do sol, parece que nele resplandece com mais força e pureza. Suspiro pensando nela, queria dar-te ela, confiar-te essa linda brilhante, mas não a conheço tanto, dela ainda ignoro o íntimo.
Estou dividido, reclamo ser eu mais simples, porém agradeço não ser medíocre, a dúvida não é só incerteza pode ser ela mesma quando há numerosas possibilidades dotadas de bem querer. Esta, agora, só se dá por circunstância. Estar aqui ou ali não me importa tanto, é dor se for sem ti, minha dama, e contigo felicidade, e com uma só estrela felicidade, e sem ela felicidade.
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